PALMIRA

PALMIRA
POINTER DO AÇAI

Itaju do Colônia

Itaju do Colônia
Rádio jornal de Itabuna

Itabuna

Itabuna
Rádio Nacional de Itabuna

Floresta Azul

Floresta Azul
Vereadora Daniela Larangeiras

Floresta Azul

Floresta Azul
Vereadora Daniela Laranjeira

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

MP cumpre mandados em endereços de Fabrício Queiroz e parentes de Bolsonaro

Endereços ligados a ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) são alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (18). Alguns dos alvos já conhecidos são o ex-chefe de gabinete do parlamentar, Fabrício Queiroz, familiares de Queiroz e também parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que é pai de Flávio, e mãe de Renan, irmão do senador.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpre os mandados na capital do estado e no município de Resende.

Segundo informações do jornal O Globo, as medidas foram pedidas à Justiça no âmbito da investigação sobre lavagem de dinheiro e peculato no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, quando ele era deputado estadual. Em geral, os assessores atingidos são os mesmos que tiveram o sigilo fiscal e bancário quebrado pelo Tribunal de Justiça do Rio em maio deste ano (lembre aqui).

De acordo com a publicação, na cidade do Rio, o MP tentou cumprir o mandado em um condomínio em Jacarepaguá, onde morava Evelyn Queiroz, filha de Fabrício, mas o órgão foi informado na portaria que "a pessoa no apartamento não era o alvo da operação".

Já em Resende, o MP foi atrás dos endereços de nove parentes de Ana Cristina, todos eles funcionários de Flábio na Alerj no período entre 2003 e 2018. É o caso de José Procópio Valle, ex-sogro de Bolsonaro, Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Bolsonaro, os primos Francisco Diniz, Daniela Gomes, Juliana Vargas e os tios Guilherme dos Santos Hudson, Ana Maria Siqueira Hudson, Maria José de Siqueira e Silva e Marina Siqueira Diniz.

Uma reportagem antiga do Globo mostrou que muitos desses ex-funcionários nunca sequer tiveram crachá da Alerj. Já Andrea e Diniz passaram a ter a identificação em 2017 após mais de uma década na folha de pagamento.

Outros indícios de irregularidade apontados pelo jornal são o fato de Andrea ter atuado como fisiculturista em Resende durante todo o tempo que constou como assessora. Já Diniz chegou a cursar Medicina Veterinária em tempo integral no município de Barra Mansa, também no Sul do estado, no período em que foi remunerado como assessor de Flávio.

O caso veio à tona, inicialmente, no ano passado após um levantamento do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF), indicar uma movimentação atípica de Queiroz no total de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Os desdobramentos levantaram a suspeita de que havia um esquema de "rachadinha", com os assessores repassando parte de seus salários para o então chefe de gabinete (saiba mais aqui) e, depois de faltar a quatro convocações do MP-RJ para depor sobre o caso, Queiroz admitiu. Por escrito, ele alegou que  o dinheiro era usado para ampliar a base do então deputado estadual. Queiroz disse ainda que Flávio nunca soube disso. (Atualizada às 08h16)

0 comentários:

Postar um comentário