Crise na Lava Jato reacende debate sobre abuso de autoridade e prisão em 2ª instância

A revelação das conversas entre o ministro Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol reacendeu debates antigos nos âmbitos da política e da justiça do país. Os diálogos publicados pelo site The Intercept Brasil ocorreram entre 2015 e 2018, quando Moro era juiz, responsável pela Operação Lava Jato, e Dallagnol, coordenador da Força-tarefa no Ministério Público Federal (MPF).
 No caso do Congresso, segundo informações do blog Painel, da Folha de S. Paulo, políticos voltaram a falar sobre o projeto que pune o abuso de autoridade. Já no Poder Judiciário, a exposição de possíveis erros de Moro pode abrir brecha para que a discussão sobre a prisão em segunda instância retorne aos holofotes.
 De acordo com a publicação, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já receberam sinais de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, paute o assunto no segundo semestre deste ano.
 #VAZAJATO
O caso, apelidado como "Vaza Jato" nas redes sociais, expôs conversas entre Dallagnol e Moro, em que o então juiz orienta o procurador, discute a melhor forma de conduzir as investigações, indica uma fonte e até adianta uma decisão judicial. Em respostas, os dois declararam que foram alvo de ataques criminosos por hackers e minimizaram o conteúdo das revelações.

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