Procurador do Estado pede 'sinceras desculpas' à sociedade por agressão a adolescente

O procurador do Estado José Augusto Martins Junior, flagrado por câmeras de segurança agredindo um adolescente, em Salvador, emitiu uma nota pública em que pede “sinceras desculpas” à sociedade e a todos envolvidas pela “forma inapropriada” que reagiu ao tomar conhecimento de que seu filho estava sendo agredido, mais uma vez, por um adolescente. O caso ocorreu na última sexta-feira (12), em um condomínio de luxo, na Avenida Garibaldi, em Salvador, e foi registrado na Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), responsável pela investigação.

Imagens da câmera de segurança do prédio mostram quando o procurador José Augusto Martins Júnior se aproxima dos jovens, que estão sentados em um sofá. Ele começa a gritar e agredir com tapas um dos adolescentes. O procurador, no comunicado, informa que seu filho, de 11 anos, é uma criança especial e estava aos prantos pouco antes do registro, por ter sido agredido moralmente. “O registro foi feito após eu ter sido chamado pela auxiliar que cuida do meu filho para intervir em mais uma agressão injustificada contra ele, que possui déficit cognitivo. Para detalhar o ocorrido é necessário expor que o meu filho é uma criança especial e há cerca de três anos vem, frequentemente, sendo agredido emocional e até mesmo fisicamente, por esse adolescente. Fato já comunicado a familiares do mesmo, que ficou sem solução”, esclarece.

Ele reconhece que agiu “no impulso da emoção”, e no limite da razão e por “expressa defesa que o instinto de pai manifesta”, adotou uma postura que destoa de sua conduta pessoal e profissional. “Além de assumir toda responsabilidade pelos meus atos, aproveito este triste e lamentável fato para alertar aos demais pais que enfrentam a realidade de ter um filho especial, que denunciem todos os abusos sofridos, evitando o agravamento da situação com ações reiteradas de comportamentos agressivos. Infelizmente alguns ambientes sociais exigem que cerquemos nossos filhos não”, conclama.

José Augusto ainda acrescenta que “alguns ambientes sociais exigem que cerquemos nossos filhos não só de amor, mas de elementos que os protejam, para que não passem por situações como a que estamos vivenciando agora”. Por fim, agradeceu as inúmeras manifestações de apoio de amigos, colegas de profissão, familiares e, especialmente, “vizinhos que convivem e reconhecem a verdade do meu relato”. “Sinceras desculpas”, finaliza.

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