Pesquisa Datafolha: Radicalização entre direita e esquerda

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) aparece em segundo, variando entre 15% e 16% das intenções de voto, dependendo do cenário. Ele representa o eleitorado da extrema direita, revoltado com a classe política envolvida com corrupção e querendo medidas drásticas e severas.
Por outro lado, aqueles que votam em representantes da esquerda (Lula, Marina Silva - Rede, Ciro Gomes - PDT, Luciana Genro - Psol e Eduardo Jorge - PV) somam 54%. Há ainda uma média de 20% que rejeitam qualquer tendência política, e votariam em branco ou nulo.
O curioso é que, na pesquisa, o senador José Sera (PSDB), apesar de ser um dos principais nomes de seu partido, não aparece como opção de candidato tucano nos cenários apresentados
Somando os claramente de esquerda, os claramente de direita e os que rejeitam todos os candidatos, chegamos a um universo de 90% do eleitorado. Uma esmagadora maioria que aposta nos extremos ou, também de uma forma aguda, rechaça qualquer tendência. Um reflexo da polarização, do acirramento do ódio e da radicalização que se consolidou diante da crise política sem precedentes no país.

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